Dicionário Histórico-Biográfico das Ciências da Saúde no Brasil (1832-1930)
Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz – (http://www.dichistoriasaude.coc.fiocruz.br)

 

 

HOMEM, JOÃO VICENTE TORRES

Outros nomes e/ou títulos: Torres Homem, Barão de

 

 

DADOS PESSOAIS
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL
PRODUÇÃO INTELECTUAL
FONTES
FICHA TÉCNICA

 

 

 

 

 

 

DADOS PESSOAIS

João Vicente Torres Homem nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 23 de novembro de 1837, e era um dos setes filhos do médico e professor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Joaquim Vicente Torres Homem, e de Bernarda Angélica dos Santos Torres. Era neto por parte paterna de Vicente de Torres Homem e de Francisca Gomes Moreira, e por parte materna de João Lopes dos Santos e Angélica Teodora dos Santos, e sobrinho de Francisco de Salles Torres Homem (Visconde de Inhomirim), figura destacada no cenário da política no Império brasileiro.

Foi agraciado com os títulos de Dignatário da Ordem da Rosa, e de Barão de Torres Homem, este por carta-de-mercê de 14 de julho de 1887. Foi membro do Conselho do Imperador e Grande do Império.

Faleceu no Rio de Janeiro em 4 de novembro de 1887.

Início

 

 

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

João Vicente Torres Homem terminou seus estudos secundários em 1852, e matriculou-se, logo em 1853, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde foi aluno de seu pai, Joaquim Vicente Torres Homem, então professor da cadeira de química mineral e mineralogia. Doutorou-se em medicina em 25 de novembro de 1858, pouco antes do falecimento de seu pai, apresentando nesta ocasião a tese intitulada “Água, quaes os corpos que a tornam impura e a maneira de reconhecer estes corpos; Dos signaes racionaes da prenhez e seu valor relativo; Hemoptisis, suas causas, signaes, diagnóstico, prognóstico e tratamento; Raiva ou hydrophobia”.

Logo após sua formatura, João Vicente Torres Homem iniciou-se na prática da medicina, clinicando no consultório que seu pai lhe deixara, na rua do Rosário nº 47 / 2º andar, e que era um dos mais prestigiados na cidade.

Foi discípulo de Manoel de Valladão Pimentel (Barão de Petrópolis), amigo de seu pai e professor de clínica médica na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e “deve datar do seu quinto ano médico, cursado em 1857, o início de suas relações com Valladão, com quem vamos encontrá-lo trabalhando em 1858 na Enfermaria de Nossa Senhora da Conceição, então a cargo do eminente professor” (NAVA, 2003, p.72).

Em 1858 foi praticante de cirurgia no Hospital Militar da Guarnição da Corte.

No ano de 1860 concorreu ao lugar de opositor da seção de ciências médicas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, sendo aprovado com a apresentação da “Dissertação sobre a Coqueluche”, e nomeado em 4 de julho daquele ano.

Em 1865 se inscreveu para novo concurso para o lugar de lente da cadeira de higiene e história da medicina, apresentando a tese intitulada “Do aclimatamento”, porém o primeiro lugar foi conferido a Antonio Correia de Souza Costa.

Foi médico adjunto no Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, de 1860 até 1877, quando passou a ser facultativo clínico da seção médica daquele hospital, função esta exercida até seu falecimento em 1887. Em 1861 recebeu a primeira comissão como médico adjunto, a de chefe da clínica interna, e em 1864 foi novamente chefe de clínica.

Em 1866, candidatou-se à cadeira de clínica interna, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em cujo concurso também participaram Luiz Pientzenauer e José Joaquim da Silva. João Vicente Torres Homem apresentou a dissertação intitulada “Das sangrias em geral e em particular na pneumonia e na apoplexia cerebral; e tres proposições sobre cada materia do curso medico”, e foi nomeado catedrático daquela disciplina, conforme relatou Francisco Gabriel da Rocha Freire:

“Concluído o processo do concurso segundo as formulas legais, inscreveu-se na lista de apresentação ao Governo Imperial em primeiro lugar o nome do Sr. Dr. Silva, em segundo o do Sr. Dr. Torres Homem, menos o do Sr. Pientzenauer. Por Decreto de 17 de agosto houve por bem o Governo Imperial prover o Sr. Torres Homem na cadeira de Clínica médica, da qual foi solenemente empossado em 30 do mesmo mês.” (FREIRE, 1866, p. 7)

 

 

João Vicente Torres Homem assim relatou, para a Memória Histórica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro de 1866, o desenvolvimento do curso sob sua responsabilidade:

“Comecei o curso fazendo algumas lições preliminares, que versaram sobre as qualidades indispensáveis àqueles que se propõem a praticar a medicina, o processo mais metódico e proveitoso a seguir-se na observação dos doentes a maneira de interrogá-los e de examiná-los, os estudos necessários para se poder acompanhar com vantagem o ensino clínico, a influência que nestes últimos anos tem exercido os progressos de algumas ciências no aperfeiçoamento de diagnóstico das moléstias, os meios de que dispõe o médico para chegar ao conhecimento das individualidades mórbidas contra as quais tem de dirigir os agentes terapêuticos, a apreciação em relação à prática dos numerosos meios de exploração hoje conhecidos, dentre os quais alguns nos foram legados pelos antigos, outros porém são brilhantes conquistas da ciência moderna.” (Apud FREIRE, 1866, p.14-15)

 

 

 

 

Referiu-se, ainda, aos fundamentos teóricos de seu curso:

“As doutrinas das escolas inglesa e alemã muitas vezes serviam de base às explicações que eu dava dos fenômenos mórbidos; em alguns casos porém abandonei-as para seguir a escola francesa, que, apesar da guerra que atualmente tem sofrido, ainda presta importantes serviços ao médico prático. A Química orgânica, a Fisiologia experimental, a Micrografia, e a Anatomia patológica, tais foram as principais fontes a que recorri sempre que tinha de teorizar sobre os fatos. Cláudio Bernard, Brown-Sequard, Carpenter, Vogel, Virchow, Robin, Golding-Bird e Lebert, foram os mestres que me emprestaram as luzes que me dirigiram; assim como Trousseau, Andral, Chomel, Rostan, Bouillaud, Bennet, Wattron, Marchinson, Copland, Graves, Niemeyer e Barão de Petrópolis, foram os práticos a que me socorri para apoiar muitas das opiniões que sustentei em relação ao diagnóstico e tratamento de moléstias.” (Apud FREIRE, 1866, p.16)

 

 

 

 

Foi lente de clínica interna, posteriormente denominada clínica médica de adultos, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, até a data de sua morte, sendo substituído, em 1888, por Nuno Ferreira de Andrade, então lente de higiene pública e história da medicina da mesma instituição.

João Vicente de Torres Homem clinicou, desde 1863 até seu falecimento, na Casa de Saúde de Nossa Senhora da Ajuda, uma das mais conhecidas do Rio de Janeiro no período imperial, localizada na Rua da Ajuda, nº 66 e 68, fundada em 1863 por Manoel Joaquim Fernandes Eiras. Nesta casa de saúde foram seus colegas no exercício da medicina Manoel de Valladão Pimentel, José Manoel da Silveira, José Antônio de Souza Gomes, José Mariano da Silva e Luiz da Silva Brandão (médicos consultantes), Francisco de Paula Costa e Manoel Joaquim Fernandes Eiras (médicos efetivos), Francisco Praxedes de Andrade Pertence (cirurgião efetivo) e José Ribeiro de Sousa Fontes, José Maria Chaves, Albino Moreira da Costa Lima, Lucas Antônio de Oliveira Catta Preta, Matheus Alves de Andrade e Luiz Pientzenauer (cirurgiões consultantes). Esta casa de saúde passou, no ano de 1877, a ser propriedade de José Lourenço de Magalhães e Domingos de Almeida Martins Costa.

Clinicou ainda na Casa de Saúde de São Sebastião, dirigida por Mário Carneiro Leão e Antônio Felício dos Santos, localizada no Campo da Aclamação, esquina com rua do Hospício e na rua da Pedreira da Candelária nº 82, Chácara, Catete. Nesta casa de saúde João Vicente Torres Homem trabalhou na parte de serviços clínicos como efetivo em medicina. Atuavam, então, também nesta casa de saúde outros importantes nomes da medicina da época como Pedro Affonso de Carvalho Franco (Barão de Pedro Affonso), Francisco Praxedes de Andrade Pertence, José Lourenço de Magalhães e Henrique Cesídio Samico.

Foi também médico consultante, ao lado de José Pereira Rego (Barão do Lavradio), Pedro Affonso de Carvalho Franco, Francisco Bonifácio de Abreu (Barão de Vila da Barra), entre outros, da Casa de Saúde de Santa Teresa, localizada à rua do Riachuelo, nº 98 e de propriedade de Glycerio Thaumaturgo da Silva. Teve como discípulos, seus alunos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, Francisco de Castro, Francisco de Paula Fajardo, João Carlos Teixeira Brandão e Miguel de Oliveira Couto.

Em 21 de dezembro de 1863 foi eleito membro titular da Academia Imperial de Medicina , com a apresentação da memória intitulada “Que papel representa o baço na economia animal?”, tendo sido recebido solenemente nesta instituição por Vicente Cândido Figueira de Sabóia e Nicolau Joaquim Moreira. Participou ainda de outras importantes sociedades científicas, nacionais e estrangeiras, como a Real Academia das Ciências de Lisboa e a Sociedade de Higiene de Paris, entre outras.

João Vicente Torres Homem foi um dos fundadores da Gazeta Médica do Rio de Janeiro, em 1862, juntamente com Matheus Alves de Andrade, Antonio Correia de Souza Costa e Francisco Pinheiro Guimarães em 1862. Este periódico é considerado o primeiro periódico médico não oficial, ou seja, não vinculado à Academia Imperial de Medicina, que conseguiu manter-se de forma regular por um bom período (FERREIRA, 1994). Foi redator e colaborador do periódico, tendo apresentado como artigo de estréia um texto no qual avaliava criticamente os primeiros relatórios do Gabinete Estatístico do Hospital Geral da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Ainda escreveu numerosos artigos em vários outros periódicos médicos da época como a Revista Médica Fluminense, Annaes Brasilienses de Medicina, Revista do Ateneu Acadêmico, Archivo de Medicina Brasileira, Progresso Médico, Gazeta dos Hospitais, União Acadêmica, Revista dos Cursos Teóricos e Práticos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Brasil Médico (OLINTO, [s./d.]).

Durante sua carreira se destacou também na área de higiene pública, sendo inclusive reconhecido como higienista, tendo estudado as febres endêmicas e epidêmicas que assolavam todo o Império, assinalando a existência da esteatose do fígado na febre amarela, a vigência clínica do reumatismo sob a forma visceral e o enfarte do miocárdio, tratando ainda da morte súbita (LACAZ, 1977).

Em 23 de junho de 1876, por ordem do Governo Imperial, foi nomeado para a comissão encarregada de estudar especialmente as causas da alta incidência da febre amarela naquele período, e indicar os meios mais eficazes para erradicá-la. Esta comissão foi presidida por José Pereira Rego (Barão do Lavradio), presidente da Junta Central de Higiene Pública, e foi constituída por outros importantes nomes da área médica na época como, Antonio Correia de Souza Costa, Vicente Cândido Figueira de Sabóia, Hilário Soares de Gouvêa e João Baptista dos Santos.

João Vicente Torres Homem publicou, em 1877, a obra “Estudo clínico sobre as febres do Rio de Janeiro”, na qual considerava “a multiplicidade dessas febres, voltando-se principalmente para o estudo de seus sintomas e a relação delas com o clima; a seu ver, o clima, por seus excessos, causava a grande incidência desses estados mórbidos e a modificação de suas características originais” (TEIXEIRA, 2004, p.41). Nesta obra, que foi amplamente adotada na época, apresentou de forma discriminada e individualizada a febre tifóide e a febre amarela, e “sem se declarar abertamente unicista, Torres Homem o era, conforme se entrevê da leitura atenta dos seus capítulos, onde as discussões nosográficas são contornadas habilmente, mas onde o fundo da opinião do mestre brasileiro transparece muito claramente” (NAVA, 2003, p.120).

Presidiu, no ano de 1881, uma comissão instituída pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro para a avaliação do requerimento encaminhado pelo Instituto Hahnemaniano Fluminense ao Governo Imperial, no qual este solicitava àquela Faculdade a criação de duas cadeiras, clínica e matéria médica homeopáticas. Esta comissão acabou por emitir um parecer desfavorável à criação das cadeiras, por entender que a homeopatia não era um sistema médico científico.

João Vicente Torres Homem destacou a patologia celular, fundamentando-se nas bases científicas da obra de Rudolf Ludwig Karl Virchow (1821-1902). Para ele, “com a descoberta da anatomia patológica, a ciência do diagnóstico, com passos de gigantes, fez progressos incalculáveis” ( Apud OLINTO, [s.d.], p.7).

Décio Olinto ([s.d.]) destaca que a cultura médica de João Vicente Torres Homem “provinha do estudo constante e sempre atualizado, da observação meticulosa dos enfermos e da prática habitual da autópsia, a qual, dizia, era o ´juiz supremo que confirma, modifica ou reforma nossas sentenças` “ (OLINTO, [s.d.], p.8).

Publicou, em 1882, o primeiro volume das “Lições de Clínica Médica”, no qual descreveu minuciosamente as afecções do aparelho respiratório, tais como pneumonia, asma, enfisema pulmonar, pleuris, gangrena do pulmão e tuberculose. No segundo volume desta obra, publicado em 1883, apresentou preleções referentes ao aparelho circulatório, às doenças orgânicas do coração (pericardite, sínfise do pericárdio, lesões aórticas, nevrose cardíaca e angina do peito), e também assuntos variados de medicina interna. Neste 2º volume apresentou dois capítulos dedicados aos reumatismos, “Rheumatismo articular” e “Rheumatismo visceral” onde descreveu de forma pormeorizada as formas de reumatismo, sua sintomatologia e terapêuticas. Demonstrou, também neste volume, seu interesse pelo comprometimento musculoesquelético em outras patologias (SEDA, 2004). A publicação do terceiro volume deu-se após seu falecimento, e por empenho de seu discípulo e assistente Francisco de Castro.

Realizou, também, estudos sobre as doenças do sistema nervoso, tendo publicado, em 1878, as “Lições sobre as moléstias do systema nervoso, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”.

Pedro Nava assim caracterizou a trajetória de João Vicente Torres Homem:

“Torres Homem é o tipo representativo, o índice, a súmula, o resultado do que foi a influência da Medicina Francesa sobre a evolução da clínica indígena. Ao ciclo da influência francesa devemos – e Torres Homem na sua personalidade de médico e professor é o símbolo disso – a manutenção de nossa internística como um todo de atividade não fragmentada pela especialização e que resultou no aparecimento dos nossos maiores clínicos, todos acentuemos bem, clínicos gerais e nenhum deles clínico de um único departamento da economia. É o caso de Francisco de castro, de Martins Costa, de Miguel Couto, de Miguel Pereira, de Azevedo Sodré, de Almeida Magalhães, de Rocha Faria, de Nuno de Andrade, de Cícero Ferreira, de Barbosa Romeu e de Eduardo de Menezes.” (NAVA, 2003, 74-75).

 

 

 

 

João Vicente Torres Homem foi o paraninfo dos doutorandos da turma de 1885 da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, da qual fazia parte, entre outros, Miguel de Oliveira Couto.

João Vicente Torres Homem apresentou, ao longo de sua vida, os sintomas característicos “de miotonia congênita, afecção também conhecida por doença ou mal de Thomsen” (OLINTO, [s.d.], p.5). Era uma enfermidade do sistema muscular, que provocava um espasmo tônico prolongado e a incapacidade de descontrair voluntariamente os músculos. Assim foi “notável o sucesso profissional atingido por esse homem em luta permanente contra o infortúnio da doença, que tanto o estorvava” (OLINTO, [s.d.], p.7).

Teve o seu necrológio escrito por Antônio Augusto de Azevedo Sodré, sendo publicado no periódico Brasil Médico.

Por ocasião da fundação da Academia Brasileira de Reumatologia, em 15 de outubro de 1981, seus fundadores, Caio Villela Nunes, Waldemar Bianchi e Jacques Houli, conferiram o título de patrono maior a João Vicente Torres Homem, e colocaram sua efígie no brasão e na medalha da associação. É também considerado o patrono da Sociedade Brasileira de Reumatologia, e a “Oração Torres Homem” foi lida em sessões solenes de alguns de seus eventos (SEDA, 2004).

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PRODUÇÃO INTELECTUAL

- “Água, quaes os corpos que a tornam impura e a maneira de reconhecer estes corpos; Dos signaes racionaes da prenhez e seu valor relativo; Hemoptisis, suas causas, signaes, diagnóstico, prognóstico e tratamento; Raiva ou hydrophobia”. Rio de Janeiro, 1858. Tese (doutoramento) - Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1858.
- “Dissertação sobre a coqueluche”. Rio de Janeiro, 1860. Tese (concurso para o lugar de lente opositor da seção de clínica médica) - Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. de Thevenet, 1860.
- “O relatório do gabinete estatistico medico cirúrgico do hospital geral da Santa Casa da Misericórdia e das enfermarias publicas”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 3, p. 27-28, 1º de julho, 1862.
- “Do valerianato de atropina na epilepsia”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 7, p.75, 1º de setembro, 1862.
- “A pneumonia traumática do Sr. Dr. Noronha Feital”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 11, p.123, 1º de novembro, 1862.
-”A Academia Imperial de Medicina e a cholera-morbus”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 13, p.147, 1º de dezembro, 1862
- “Observação de um caso de ulcerações syphiliticas das amygdalas; destruição completa de um d´estes orgãos; dores osteocopas muito intensas. Caquexia. Cura em 60 dias. Tratamento anti-syphilitico e tonico”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 14, p.162-165, 15 de dezembro, 1862.
- “O abuso do tabaco como causa da angina do peito. A aribina, nova base organica”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.2, p.15, 15 de janeiro, 1863.
- “Um caso de tétano espontâneo curado com sulphato de morphina e inhalações de ether sulfurico”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.4, p.44-45, 15 de fevereiro, 1863.
- “O Ensaio medico-legal sobre ferimentos e outras offensas physicas, com applicação à legislação criminal pátria, seguido de algumas considerações sobre o infanticídio. Obra especialmente destinada às autoridades criminaes pelo do Sr. Dr. José Soriano de Souza”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.7, p.75, 1º de abril, 1863.
- “O Ensaio medico-legal sobre ferimentos e outras offensas physicas, com applicação à legislação criminal pátria, seguido de algumas considerações sobre o infanticídio. Obra especialmente destinada às autoridades criminaes pelo do Sr. Dr. José Soriano de Souza. (continuação)”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.8, p.87-89, 15 de abril, 1863.
- “O antagonismo reciproco entre o opio e a belladona”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.10, p.111-112, 15 de maio, 1863.
- “O medico nunca revelará os segredos de que for depositario”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.13, p.151, 1º de julho, 1863.
- “A sessão solemne anniversaria da Academia Imperial de Medicina”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.14, p.163-164, 15 de julho, 1863.
- “A sessão de 21 de Setembro da Academia Imperial de Medicina”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.19, p.223-224, 1º de outubro, 1863.
- “O regulamento da Junta Central de Hygiene Publica”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.23, p.271-272, 1º de dezembro, 1863.
- “Que papel representa o baço na economia animal? Memória apresentada à Academia Imperial de Medicina pelo Dr. João Vicente Torres Homem”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 2, p.15, 15 de janeiro,1864.
- “Que papel representa o baço na economia animal? Memória apresentada à Academia Imperial de Medicina pelo Dr. João Vicente Torres Homem. (Continuação)”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 3, p.27-29, 1º de fevereiro,1864.
- “Vantagens do emprego do calomelanos no tratamento de certas moléstias – acção therapeutica d´este medicamento”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 4, p.39, 15 de fevereiro,1864.
- “Que papel representa o baço na economia animal? Memória apresentada à Academia Imperial de Medicina pelo Dr. João Vicente Torres Homem. (Conclusão)”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 4, p.39, 15 de fevereiro,1864.
- “A operação cezarianna praticada pelo Sr. Dr. Feijó em uma mulher rachitica”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n. 5, p.51-53, 1º de março,1864.
- “A epidemia dysenterica reinante – A aphasia, moléstia nova admittida pelo professor Trousseau”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.6, p.63-65, 15 de março, 1864.
- “Sessão da Academia Imperial de Medicina – Opinião do Sr. Conselheiro Jobim a respeito dos tuberculosos mesentericos no Rio de Janeiro – Faculdade de Medicina – Jubilação do Sr. Conselheiro Felix Martins”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.7, p.73-75, 1º de abril, 1864.
- “O regulamento de vaccina apresentado ao corpo de saude do exercito”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.8, p.85, 15 de abril, 1864.
- “Parecer a respeito da memória do Sr. TheodoroPeckolt, intitulada – Do Prunus Braziliensis, apresentada à Academia Imperial de Medicina”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.8, p.88-89, 15 de abril, 1864.
- “A reclamação do Sr. Conselheiro Jobim feita na Academia Imperial de Medicina”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.9, p.97, 1º de maio, 1864.
- “O conselheiro Dr. Francisco de Paula Candido”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, n.10, p.109-111, 15 de maio, 1864.
- “Memória do Sr. Dr. Jules Boyer, intitulada – Cura da Phtisica Pulmonar e da Bronchite chronica por meio de um tratamento novo”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, ns.11 e 12, p.121-125, 1º e 15 de junho, 1864.
- “Observação de um caso de metro-peritonite aguda traumática em uma mulher peijada de 3 mezes. Tratamento antiphlogistico enérgico; mercuriaes interna e externamente; cura completa em 19 dias, sem que o aborto tivesse tido lugar”. Gazeta Médica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, ns.11 e 12, p.132-134, 1º e 15 de junho, 1864.
- “Parecer a respeito da memória do Sr. Theodoro Peckolt, intitulada Do Prunus Braziliensis, apresentada à Academia Imperial de Medicina”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVI ano, v.XVI, n.2, p.28-30, julho de 1864.
- “Estudo physiologico e therapeutico sobre a Lobelia Inflata, pelo Dr. Torres Homem”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVI ano, v.XVII, n.4, p.53-64, 29 de agosto de 1864.
- “Do aclimatamento”. Rio de Janeiro, 1865. Tese (concurso do lugar de lente de higiene) -Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. de Thevenet, 1865.
- “Parecer sobre a pretensão de Francisco Gonçalves Ramos, que se propõe a tornar potável a água do mar, pelo Dr. Torres Homem”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVIII ano, v.XXI, n.8, p.122-128, janeiro de 1865.
- “Relatorio e parecer sobre a primeira memória do Sr. Dr. Silva Pontes - intitulada – Da Natureza e tratamento da coqueluche”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVIII ano, v.XXII, n.9, p.122-128, fevereiro de 1865.
- “Memória apresentada à Academia Imperial de Medicina, afim de obter o lugar de membro titular pelo Dr. João Vicente Torres Homem”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVI ano, v.XVI, n.10, p.143-155, março de 1865.
- “Parecer sobre a memória do Sr. Dr. Antonio Corrêa de Souza Costa – intitulada – Breves considerações sobre a Febre biliosa dos paises quentes, apresentada à Academia Imperial de Medicina”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, XVI ano, v.XVIII, n.12, p.187-190, maio de 1865.
- “Das Sangrias em Geral e em Particular na Pneumonia e na Apoplexia Cerebral”. Rio de Janeiro, 1866. Tese (concurso cadeira de clínica interna) - Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. de Thevenet, 1866.
- “Memória histórica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro sobre os acontecimentos mais notáveis ocorridos em 1867, apresentada à respectiva congregação pelo Dr. João Vicente Torres Homem lente de clinica interna”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1868.
- “Duas lições de clínica médica, feitas no hospital da Santa Casa da Misericórdia nos dias 7 e 11 de maio de 1868, sobre um doente de insufficiência das válvulas aorticas, acompanhada de hypertrophia e dilatação do coração”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1868.
- “Annuário de observações colhidas nas enfermarias de clínica médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1868, commentadas , etc...”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1869.
- “Elementos de clínica médica, seguidos das mais notáveis observações, colhidas nas enfermarias de clínica médica em 1869”. Rio de Janeiro:N. A. Alves, 1870.
- “Observação de um caso de insufficiência aortica produzida por uma lesão traumática”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1872.
- “Lições de abertura do curso de clínica médica em 1872”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1872.
- “Lições de clínica sobre febre amarella, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: Typ. de Q. F. do Espírito Santo, 1873.
- “Discurso de introdução à aula de clínica interna da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, pronunciado em 13 de abril de 1874”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1874.
- “Relatórios das cinco enfermarias creadas pelo governo imperial a cargo da Santa Casa da Misericórdia para tratamento dos doentes de febre amarella em 1874”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1876.
- “Estudo clínico sobre as febres do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: Livraria Classica de Nicolao Alves, Editor Lisboa; Imprensa Nacional, 1877.
- “Lições sobre as moléstias do systema nervoso, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: Typographia Academica, 1878.
- “Será sempre incurável a hipertorfia do coração? – Parecer dado pela Comissão da Academia Imperial de Medicina, na sessão de 18 de novembro de 1878, sobre a tese acima”. Annaes Brasilienses de Medicina, Rio de Janeiro, tomo XXX, n.5, 6 e 7, p.248-260, outubro, novembro e dezembro de 1878.
- “Tratamento das febres paludosas: Conferências feitas na aula de clínica médica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1879 pelo professor, etc..., colhidas pelo sr. dr. Israel da Rocha e revistas pelo professor”. União Médica, Rio de Janeiro, 1879.
- “Lições de clínica médica, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1867-1881)”. Rio de Janeiro: Lopes de Couto, 1882-1890.
- “Lições de clínica médica, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro (1867-1881)”. 2º volume. Rio de Janeiro: [s.n.], 1884.
- “Tratamento do cholera-morbus: Relatório da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1884.
- “Discurso pronunciado na collação do grão dos doutorandos de 1885”. Rio de Janeiro: [s.n.], 1886.
- “Lições de clínica médica, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro; collecionadas e revistas pelo Dr. Francisco de Castro (1867-1887)”. 3º volume. Rio de Janeiro: [s.n.], 1890.
- “Observações de um caso de insuficiência aortica produzida por lesão traumática”. [s.l.]: [s.n.], 1892.
- “Lições de clínica médica sobre nevroses cardíacas”. Rio de Janeiro: [s.n.], [s.d.].

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FONTES

- ALMANAK Administrativo, Mercantil e Industrial da Côrte e Província do Rio de Janeiro para o anno de 1860 fundado por Eduardo von Laemmert. Rio de Janeiro: Em Casa dos Editores-Proprietarios Eduardo & Henrique Laemmert, 1860. Almanak Laemmert (1844-1889). Obtido via base de dados PROJETO DE IMAGEM DE PUBLICAÇÕES OFICIAIS BRASILEIRAS DO CENTER FOR RESEARCH LIBRARIES E LATIN-AMERICAN MICROFILM PROJECT. Capturado em 4 de ago 2006. Online. Disponível na Internet: http://catalog.crl.edu
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FICHA TÉCNICA

Pesquisa – Rodrigo Borges Monteiro, Maria Rachel Fróes da Fonseca.
Redação – Rodrigo Borges Monteiro.
Revisão – Maria Rachel Fróes da Fonseca.

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